Tecnologia, dados e comunicações
Como seguimos as sondas, comunicamos com elas e interpretamos os dados.
Como localiza a NASA uma sonda tão distante?
Através do acompanhamento por rádio com a Deep Space Network. O tempo de propagação do sinal informa sobre a distância; alterações de frequência, o desvio Doppler, fornecem informação sobre o movimento.
As observações são analisadas juntamente com um modelo de trajetória. Não se trata de uma fotografia da sonda a partir da Terra nem de uma posição obtida por GPS comum. O site utiliza as efemérides resultantes do JPL Horizons.
Fontes: NASA/JPL — Localizar sondas distantes ↗ · NASA/JPL — Deep Space Network ↗.
Saber mais: Dados e fontes →
Os números em movimento são telemetria em direto?
Não. O navegador carrega dados de trajetória NASA/JPL Horizons guardados e interpola entre os seus pontos temporais para calcular a posição atual. Os valores podem mudar continuamente sem novo contacto por rádio.
A data dos dados e a hora do cálculo são distintas. Um contador que avança de forma fluida também não significa que o site conheça automaticamente o estado técnico imediato da sonda.
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Como chega à Terra uma mensagem da Voyager?
A sonda transmite informações por rádio através da antena principal. Na Terra, as grandes antenas da Deep Space Network recebem-nas. Esta rede também serve outras missões interplanetárias.
Os comandos viajam no sentido contrário. A antena da sonda tem de estar corretamente apontada, pelo que manter a sua orientação é uma parte importante das operações.
Fontes: NASA/JPL — Deep Space Network ↗ · NASA/JPL — Construção e instrumentos das sondas ↗.
Saber mais: Comparação →
Porque demora tanto tempo a chegar uma resposta?
Os sinais de rádio propagam-se à velocidade da luz no vácuo. Mesmo assim, as distâncias interplanetárias não são percorridas instantaneamente. Um comando tem primeiro de chegar à sonda, e a resposta de fazer a viagem de volta.
O acompanhamento mostra os tempos num sentido e de ida e volta. Este último não inclui o processamento do comando nem a espera por uma janela de comunicação. O cálculo considera também o movimento da Terra e da sonda durante a transmissão.
Fontes: NASA/JPL — Velocidade da luz e unidades astronómicas ↗.
Saber mais: Ao vivo →
De onde vem a eletricidade das Voyager?
Cada sonda possui três geradores termoelétricos de radioisótopos. Convertem o calor da desintegração radioativa do plutónio-238 em eletricidade. A alimentação não vem, portanto, de painéis solares.
A potência disponível diminui gradualmente. A equipa tem de a distribuir entre instrumentos, comunicações, aquecimento e outros sistemas. A percentagem de plutónio restante não representa a percentagem de potência elétrica restante.
Fontes: NASA/JPL — Construção e instrumentos das sondas ↗ · NASA/JPL — Poupança de energia em abril de 2026 ↗.
Saber mais: Instrumentos →
Porque deixaram de enviar fotografias novas?
As câmaras foram desligadas para libertar energia e memória para outros instrumentos científicos. O software de controlo também foi removido. As últimas imagens da Voyager 1 datam de 1990.
A galeria contém imagens de arquivo ou processamentos posteriores desses dados. Uma ilustração da sonda não é uma imagem em direto. Continuar a missão científica não significa continuar a fotografar.
Fontes: NASA/JPL — Perguntas e respostas sobre Voyager ↗.
Saber mais: Galeria →
Porque diminui por vezes a distância à Terra?
A Terra orbita o Sol. Durante parte do ano move-se em direção à sonda de forma a reduzir a separação entre ambas, embora a sonda continue a afastar-se do Sol.
Uma variação negativa não é, por si só, um erro nem significa que a sonda voltou para trás. Distinguimos a velocidade em relação ao Sol da variação da distância à Terra.
Fontes: NASA/JPL — Perguntas e respostas sobre Voyager ↗.
Saber mais: Comparação →
É possível reparar a Voyager à distância?
Alguns problemas podem ser contornados alterando programas ou procedimentos, mas não substituindo fisicamente uma peça danificada. Em abril de 2024, a equipa recuperou dados técnicos legíveis da Voyager 1 ao deslocar o código afetado para outras zonas de memória.
As intervenções exigem diagnóstico preciso e têm em conta o longo percurso do sinal. Esse êxito particular não significa que qualquer avaria possa ser reparada a partir da Terra.
Fontes: NASA/JPL — Recuperação dos dados técnicos em abril de 2024 ↗.
Saber mais: Voyager 1 →